Sábado, 4 de Julho de 2009
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
“Ela carregava uma caixa de tomate quando teve impressão que um tinha caído para o chão. O seu avô logo correu para o apanhar.
Ela, na tentativa de fazer rir a sua mãe e avó, depois de um dia péssimo, disse:
- Eu perdi um tomate?
Elas assentiram com a cabeça e ela disse:
- Bem, antes eu que o avô!
Elas riram com vontade.
Três segundos depois ela pensou que o emprego na sua aldeia lhe estava a fazer muito mal.”
Ela, na tentativa de fazer rir a sua mãe e avó, depois de um dia péssimo, disse:
- Eu perdi um tomate?
Elas assentiram com a cabeça e ela disse:
- Bem, antes eu que o avô!
Elas riram com vontade.
Três segundos depois ela pensou que o emprego na sua aldeia lhe estava a fazer muito mal.”
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
O caminho
Mesmo depois de viver há 27 anos com o meu pai, ainda me surpreendo com a sua vida.
Quando fazemos caminhadas, ele adora contar as suas histórias, especialmente, as de quando esteve na guerra em Moçambique. Essas, geralmente, têm sempre a ver com animais insólitos, chuvas e aventuras. E eu, apesar de já saber muitas de cor, adoro ouvi-las outra vez. É incrível como ele se lembra exactamente das datas de quando tudo aconteceu.
(Acho incrível que as pessoas mais velhas, quando contam histórias (tenho dois tios assim) se lembrem exactamente da data de tudo. Bem, eu tenho menos de um terço da idade deles e não me lembro de muita coisa.)
Mas a semana passada falámos sobre o seu primeiro trabalho. Tinha 18 anos quando a sua namorada, a minha mãe, entrou no seu quintal, com o uniforme do colégio, a perguntar se ele queria ir trabalhar. Ele foi. Era no entroncamento, ele ia de motorizada e ganhava quase tanto num dia quanto o seu pai, o meu avô, ganhava num mês. Os seus pais, os meus avós, iam desmaiando (palavras do meu pai) quando ele lhes contou quanto iria ser o seu ordenado.
Bem sei que esta história não é nada de especial, mas é bom para uma filha saber mais da vida dos seus pais, das pessoas que nos fizeram ser quem somos. É que a verdade é que, se o meu pai tivesse tido uma vida diferente da que teve (e muitas vezes ele acha que devia ter feito as coisas de maneira diferente), eu não seria quem sou hoje. Acho que devo estar feliz por tudo, de bom e de menos bom, que lhe aconteceu.
Ah, como daquela vez, contou-me o meu pai na mesma caminhada… daquela vez em que, em parceria, ele e outro senhor ganharam um prémio no totobola. Onze contos! Com esse dinheiro os meus avós construíram a casa de banho que têm na sua casa ainda hoje. Quem diria?!
Adoro estas caminhadas.
Quando fazemos caminhadas, ele adora contar as suas histórias, especialmente, as de quando esteve na guerra em Moçambique. Essas, geralmente, têm sempre a ver com animais insólitos, chuvas e aventuras. E eu, apesar de já saber muitas de cor, adoro ouvi-las outra vez. É incrível como ele se lembra exactamente das datas de quando tudo aconteceu.
(Acho incrível que as pessoas mais velhas, quando contam histórias (tenho dois tios assim) se lembrem exactamente da data de tudo. Bem, eu tenho menos de um terço da idade deles e não me lembro de muita coisa.)
Mas a semana passada falámos sobre o seu primeiro trabalho. Tinha 18 anos quando a sua namorada, a minha mãe, entrou no seu quintal, com o uniforme do colégio, a perguntar se ele queria ir trabalhar. Ele foi. Era no entroncamento, ele ia de motorizada e ganhava quase tanto num dia quanto o seu pai, o meu avô, ganhava num mês. Os seus pais, os meus avós, iam desmaiando (palavras do meu pai) quando ele lhes contou quanto iria ser o seu ordenado.
Bem sei que esta história não é nada de especial, mas é bom para uma filha saber mais da vida dos seus pais, das pessoas que nos fizeram ser quem somos. É que a verdade é que, se o meu pai tivesse tido uma vida diferente da que teve (e muitas vezes ele acha que devia ter feito as coisas de maneira diferente), eu não seria quem sou hoje. Acho que devo estar feliz por tudo, de bom e de menos bom, que lhe aconteceu.
Ah, como daquela vez, contou-me o meu pai na mesma caminhada… daquela vez em que, em parceria, ele e outro senhor ganharam um prémio no totobola. Onze contos! Com esse dinheiro os meus avós construíram a casa de banho que têm na sua casa ainda hoje. Quem diria?!
Adoro estas caminhadas.
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Lugares Marcados
Acho óptimo que os lugares sejam marcados no comboio. Acho que é forma de tornar as coisas mais organizadas e ordeiras. O que me chateia são as pessoas que não respeitam os lugares marcados. E o que chateia mais são as pessoas que ainda levantam a voz para dizer que isso está mal, que se sentam onde quiserem e que é assim que tem de ser. No outro dia, por causa de um indivíduo com mau aspecto e que ninguém, revisor incluído, queria confrontar, já estavam 3 pessoas no lugar de outras. É que as pessoas são boazinhas e simpáticas (porque fica bem, porque têm medo, porque não se querem chatear) e não dizem nada e sentam-se noutro lugar. Entretanto a pessoa desse lugar vêem outra pessoas no lugar (que lá está porque já tinha outra pessoa no lugar) e senta-se noutro lugar (que há-de ser de outra pessoas, e assim por diante. Até que chegue alguém (inteligente) que exige o seu lugar. E depois… a troca de lugares nunca acaba…
E tudo isto porque alguém não se deu ao trabalho de ser civilizado e cumprir as regras. É que, sinceramente, procurar um número, não dá assim tanto trabalho.
É claro que há excepções. Existem pessoas, especialmente as idosas, que às vezes não sabem ver o lugar. Bem, podemos sempre ajudá-las.
E também é claro que vou pensar nisto que escrevi e ficar com vontade de bater em mim própria, quando o meu lugar for ao pé de uma pessoa horrível, que vá o caminho inteiro em cima de mim, a tossir e a cheirar mal, e eu desejar poder mudar de lugar. Bem, talvez não em simultâneo, mas já apanhei estas coisas todas.
E tudo isto porque alguém não se deu ao trabalho de ser civilizado e cumprir as regras. É que, sinceramente, procurar um número, não dá assim tanto trabalho.
É claro que há excepções. Existem pessoas, especialmente as idosas, que às vezes não sabem ver o lugar. Bem, podemos sempre ajudá-las.
E também é claro que vou pensar nisto que escrevi e ficar com vontade de bater em mim própria, quando o meu lugar for ao pé de uma pessoa horrível, que vá o caminho inteiro em cima de mim, a tossir e a cheirar mal, e eu desejar poder mudar de lugar. Bem, talvez não em simultâneo, mas já apanhei estas coisas todas.
Continuar
Queria colocar aqui uma foto que representasse mudança. Mas a verdade é que não houve nenhuma mudança. Há só, agora, uma vontade de continuar, de mudar. Mas essa já veio tantas vezes e desapareceu ainda mais depressa. Ainda continuo à espera do momento “à filme” que há-de mudar a minha vida. Uma epifania. Mas o mais provável é que isso não aconteça. Se calhar ando à procura de uma mudança tão grande que não vejo as pequenas que ocorrem todos os dias.
Isto tudo para dizer que resolvi começar a escrever no blogue. Tenho pensado nisto nos últimos dias, mas só hoje, que não tenho nada para fazer no trabalho, é que resolvi fazê-lo mesmo. Altura houve em que parei de escrever aqui, mas nunca estive tanto tempo sem escrever como agora. Há pessoas que encerram os blogues. Eu podia ter feito o mesmo e agora começar outro. Mas não vejo razão para isso. Ainda sou a mesma pessoa, ainda me identifico com os conteúdos, com o nome do blogue, com o endereço e até com a música que toca. Além disso, é demasiado difícil largar as recordações. A verdade é que queria começar de novo, mas é claro que todas as coisas que já em aconteceram importam.
Então isto não é um recomeço, é uma continuação.
Portanto vou continuar o blogue. Acho que já nem sequer preciso da imagem.
Só espero que esta “continuação” aconteça mesmo.
Motivação. Motivação. Motivação. Motivação. Motivação. Motivação.
Isto tudo para dizer que resolvi começar a escrever no blogue. Tenho pensado nisto nos últimos dias, mas só hoje, que não tenho nada para fazer no trabalho, é que resolvi fazê-lo mesmo. Altura houve em que parei de escrever aqui, mas nunca estive tanto tempo sem escrever como agora. Há pessoas que encerram os blogues. Eu podia ter feito o mesmo e agora começar outro. Mas não vejo razão para isso. Ainda sou a mesma pessoa, ainda me identifico com os conteúdos, com o nome do blogue, com o endereço e até com a música que toca. Além disso, é demasiado difícil largar as recordações. A verdade é que queria começar de novo, mas é claro que todas as coisas que já em aconteceram importam.
Então isto não é um recomeço, é uma continuação.
Portanto vou continuar o blogue. Acho que já nem sequer preciso da imagem.
Só espero que esta “continuação” aconteça mesmo.
Motivação. Motivação. Motivação. Motivação. Motivação. Motivação.
Terça-feira, 29 de Julho de 2008
Tai-Chi Kurourushi
Andava à procura de uns Tiger há algum tempo.
Mas são cada vez mais difíceis de encontrar em Lisboa.
Depois de entrar numa série de lojas no Bairro, encontrei-as, quando já tinha perdido a esperança, no cimo da Rua do Norte. Apaixonei-me logo.
O padrão - Tortoiseshell (tartaruga) - (também existente nos gatos e que eu adoro) simboliza "Boa sorte".
Espero que sim!
Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
Quinta-feira, 24 de Julho de 2008
Livros
Um livro chama-nos a atenção. Não o conhecemos. Nunca ouvimos falar dele. Vamos comprá-lo?
Como se avalia um livro que se vai ou não comprar? (tudo isto supondo que não temos muito dinheiro, que os livros são caros e que não podemos comprar todos os livros à venda numa loja ou numa feira).
Existem pessoas que lêem a contracapa, outras folheiam-no, outras lêem algumas partes, outras, ainda, olham apenas para ele (sexto sentido?).
Mas um livro é sempre uma surpresa e pode ter algum (ou até muito, directa ou indirectamente) impacto nas nossas vidas. Assim, torna-se importante uma análise inicial satisfatória. Mas o que que fazer? Haverá uma forma (das apontadas no parágrafo anterior) mais eficaz que outra? E as pessoas utilizam sempre a mesma forma?
Pessoalmente, não sei, não tenho nenhuma forma que utilize sempre.
Este, comprei-o porque já tinha ouvido críticas muito positivas, porque os gatos falam e porque o gato da capa me faz lembrar o Artémis. Ainda não o comecei a ler. Será que vou gostar?




